O tempo não espera. É feito de gotas.

quarta-feira, junho 30, 2004

quem nunca sentiu isso?

" Jura
Não me diga nada, eu sabia
Que o nosso romance acabaria...
Não me diga nada, não quero mais palavras....
Já cansei de ouvir suas mentiras....
Já não há mais nada pra se dizer...
Seu amor é tudo o que eu queria...
Não me diga nada,
Quem está sofrendo aqui sou eu...
Quero ter de volta as nossas vidas...
Jura...
Me diz que tudo isso é loucura...
Que o nosso amor não está se acabando...
Que ainda eu posso ser seu...
Jura, me diz que tudo isso é loucura...
Que ainda continua me amando
E o seu coraçao e só meu..
Não vá buscar um outro olhar,
Um novo amor pra se entregar,
Só de pensar que existe alguém eu morro de ciumes..
Você é tudo o que eu sonhei....
E amar assim como eu te amei
Ninguém vai te amar.... "

terça-feira, junho 22, 2004

Cazuza

Músicas perfeitas, Filme perfeito, pessoa, no mínimo, interessante!

O tempo não pára

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódium de chegada
Ou beijo de namorada

Eu sou mais um cara
Mas se você achar que eu estou derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára


Eu vejo um futuro repitir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades


O tempo não pára, não pára não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
As vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulhas no palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe:
É matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam um país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro


A tua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo um futuro repitir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára, não pára não, não pára



sexta-feira, junho 11, 2004

Destino? Não.

Mensagem Chico Xavier

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo fsico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraiste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu
controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e
atitudes...
So as fontes de atração e repulsão na tua jornada
vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguem possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.


CHICO XAVIER.

Saudade (Miguel Falabella)

Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito
grave, para sentirmos tanta saudade...

"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a
língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que
mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra
mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que
nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se
ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se
verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo,
mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como
deter. Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente
mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela
mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as
aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e
encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu
a estacionar entre dois carros, se ele continua
preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco,
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos
apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho
enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se
ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua
amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais
compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe
cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas
diante de uma música, não saber como vencer a dor de
um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao
mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo
perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está
mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda
assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e
o que você, provavelmente, está sentindo agora depois
que acabou de ler...

Se você puder, sem medo

Se Puder, Sem Medo
Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
pra que eu fotografe assim o meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de rotina e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava

Oswaldo Montenegro

quarta-feira, junho 09, 2004

Socorro

SoCoRrO
Cassia Eller

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada

segunda-feira, junho 07, 2004

...

"Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chora, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
de ser feliz"