" Gostaria de lhe escrever uma carta verdadeira,
atravessando os escuros estratos de lava e argila que a vida foi
sedimentando sobre tudo.
Lhe diria que continuo sendo eu e que conservo sonhos.
A magnólia floresce. E também as crianças crescem.
Lhe diria: o tempo nao espera. É feito de gotas.
Basta uma gota a mais para que o líquido se derrame no chão, se expanda e se perca.
Lhe diria que ainda amo,
embora os sentidos estejam cansados.
E que preparei as palavras para a minha lápide:
poucas, porque entre a data do meu nascimento e a que será da minha morte todos os dias são meus.
E depois lhe direi que te espero
embora não se espere quem não pode voltar."
(Trecho da peça dinamarquesa SALT - Odin Teatret)


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home